sexta-feira, 30 de setembro de 2016

leitura em gotas: O templo de Baal (21º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 21º
O templo de Baal


Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel
Capítulo 21º
O templo de Baal

O templo de Baal era monumental. Possuía argolas em todas as janelas e trapézios em todas as portas. Media 50 metros de largura por 42 metros de comprimento. A altura do templo era de 13 metros. Todas as paredes eram revestidas de uma mistura de ouro e prata. O altar de sacrifícios continha uma pedra, revestida de mármore, de 3 metros de comprimento por 1,5 metro de largura. Possuía dois zigurates de 10 metros de altura e dois postes com a imagem de um leão montado numa águia gigante.   
Michael chegou às 19:30 horas e sentou-se numa protuberância que havia no fundo do templo. Simeon chegou 5 minutos depois e postou-se no meio do templo, bem à direita.
O culto começou e o sacerdote conclamou os presentes a iniciarem o bacanal em homenagem a Baal. Várias pessoas foram à frente e iniciaram a ter relações sexuais violentas de toda ordem. Normalmente, eram os chamados prostitutos sagrados, que eram remunerados para exercerem tal função.   
Depois de cerca de uma hora, o culto recomeçava com o sacerdote pedindo que todos se prosternassem diante do deus Baal e todos o fizeram, menos Michael e Simeon que já estavam agachados.
Algumas pessoas entoavam cânticos pagãos, outras simplesmente rezavam.
Após 15 minutos, o sacerdote mandou chamar Baltazar e ele foi à frente com um bebê no colo que deveria ser Ayala.
O sacerdote disse que aquele sacrifício era feito para aplacar a ira de Baal, que estava afastado dos efraimitas e que, depois disso, tudo seria favorável ao povo. Pediu a Baltazar que pusesse a criança sobre a mesa de sacrifícios. Em seguida, o sacerdote tomou um punhal e já ia cravando-o no peito da criança, quando Michael gritou – Se tem amor pela sua vida, não faça isso!
— Quem é você que está interferindo no nosso culto livre? Perguntou o sacerdote.
– Sou eu, Michael, filho do guarda real José.
ؘ– Você não sabe que poderá ser excluído do convívio comunitário?
– Vamos falar do que pode acontecer com você. Se você levantar esse punhal, você vai encontrar-se com o seu deus. Gritou Michael.
Logo, as pessoas que estavam próximas a Michael o imobilizaram. Então, o sacerdote ergueu o punhal. Enquanto isso, Simeon retesou o seu arco e lançou uma flecha certeira que atingiu o ombro direito do sacerdote, o que fez com que ele soltasse o punhal. Nesse momento, Debora que estava bem próxima do altar, correu e pegou a Ayala e correu para fora do templo.
Simeon desembainhou a espada e manteve os adoradores de Baal à distância.
– Soltem-no - disse o sacerdote - deixem que eles saiam. Eu, porém, vou reclamar perante o concílio e vocês serão punidos.   
Michael e Simeon se encontraram fora do templo juntamente com Debora e Ayala.
– Não sei como posso retribuir pelo que vocês fizeram. Disse Debora.
– Apenas cuide de Ayala! Exclamou Michael.
Penina saiu do templo esbaforida e juntou-se ao grupo, dizendo: – Vamos, depressa, antes que eles resolvam nos atacar.

Saíram correndo e completamente felizes pela aventura. Naquele dia tudo dera certo para Ayala.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

leitura em gotas: Ayala (20º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 20º

Ayala



Às 12 horas, vinham as mulheres à muralha trazer o almoço para os guardas que lá faziam ronda. De 10 em 10, os homens desciam da muralha para comer e beber. Ao descer, Michael reconheceu Penina pelos olhos amendoados castanho-esverdeados sob o véu que as mulheres casadas usavam. Os dois se abraçaram e Penina cumprimentou Simeon que descera com Michael. Depois que Michael terminou seu almoço, Penina lhe dirigiu a palavra:
— Michael, eu quero que você conheça duas pessoas
Replicou Michael: — Está bem, poderemos vê-las depois do meu turno.
— Elas estão aqui, logo ali.
Os dois se aproximaram de uma mulher com véu de casada, tendo nos braços um bebê de poucos meses.
— Michael, esta é a Debora, minha amiga e vizinha; e esta é a pequena Ayala. A Debora nos convida para sermos os padrinhos da Ayala.
— Então, você é uma gazela de nome Ayala! Disse Michael fazendo um trocadilho com o significado do nome da menina, enquanto pegava o bebê no colo.
A criança esboçou um sorriso gostoso ao ver as caretas que Michael fazia.
Penina interrompeu aquele momento lúdico: — Amor, a Ayala está precisando da sua ajuda.
— Que tipo de ajuda? Perguntou Michael.
— O pai dela converteu-se a Baal e amanhã à noite ele vai oferecer a Ayala em sacrifício a Baal.
— O que significa isso? Perguntou Michael.
— Significa que o sacerdote de Baal vai cravar um punhal no peito de Ayala para aplacar a ira de Baal.
Michael replicou resolutamente: — No que depender de mim, isso não vai acontecer.
— Você não está sozinho nisso! Exclamou Simeon.
— Qual o nome do pai? Vamos falar com ele.
— O nome dele é Baltazar e ele está cego e irredutível. Respondeu Debora.
— Então, nesse caso, o melhor é a surpresa. Eu e Simeon iremos hoje à noite ao templo para conhecer o local. Qual o horário do culto a Baal?
— O culto começa sempre às 20 horas. Respondeu Debora.
— Nós precisamos voltar à muralha. Depois nós nos falamos. Disse Michael pondo fim à conversa.
— Não lhe falei como ele também se importa? Disse Penina quando Michael se afastava.
— Espero não trazer problemas para vocês.
— Não, a nossa afilhada Ayala não é problema algum. Ela é nossa alegria!
Michael e Simeon entraram no templo hebraico e encontraram o sacerdote Marducai no meio de sua leitura da Torá.
— Boa tarde, jovens! O que os trazem aqui?
Então, Michael, contou a história de Ayala.
— Você pode recorrer ao Concílio considerando que Debora professa a Jeová, mas a chance de êxito é quase nula, porque 5 dos conselheiros não são da nossa religião e o consenso é a não interferência em assuntos inter-religiosos, principalmente porque o pai do bebê tem a palavra final, a não ser que o sacrifício oferecesse perigo à comunidade. Além disso, se vocês fizerem isso, não poderão agir por conta própria e terão que acatar a decisão. Com isso, Marducai procurou dar um diagnóstico da situação.
— Vamos encontrar uma solução de outra forma.
Os dois jovens se despediram de Marducai com um abraço e se dirigiram ao Templo de Baal, que ficava na parte mais alta de Samaria.
Chegaram ao templo no pôr do sol. O portão estava aberto e dois sacerdotes faziam os preparativos para o culto. Esperaram o culto começar, sentaram discretamente no fundo e assistiram ao culto até o seu final.  
Michael separou-se de Simeon e cada um foi para sua casa. 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

leitura em gotas: O noivado (19º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 19º

O noivado





Finalmente, chegara o dia tão aguardado por Penina: o seu noivado com Michael.
Penina já estava arrumada. Ela vestia uma túnica azul presa na cintura por uma cinta também de cor azul, mas num tom mais claro.  Seus cabelos pretos estavam divididos. Do meio da cabeça para trás estavam penteados para trás. Na frente, foram divididos em duas partes, uma delas como se fosse uma franja. No meio da cabeça uma tiara prendia um véu transparente que se estendia até os quadris.  
A sua casa estava cheia de mulheres que andavam de um lado para outro; umas preparavam a comida e a bebida; outras faziam do aposento principal da casa um pequeno salão para as danças festivas.  
A comida e a bebida haviam sido doadas pelos convidados que retiraram de sua porção diária uma pequena quantidade durante um período de uma semana aproximadamente.   
Todos os 20 convidados haviam chegado, inclusive Michael e Marducai, o sacerdote.
Marducai tomou o seu lugar ao lado dos noivos e foi logo dizendo:
_ Amem-se e procriem, pois esta é a lei de Jeová. Sejam fiéis um para com o outro e considerem-se propriedade um do outro. A partir de agora todas as suas vidas terão uma finalidade: cumprir as leis de Jeová e as do casamento, que fica marcado para daqui a um ano, no mesmo dia e mês. Eu os abençoo em nome de Jeová e em nome do Espírito Santo. Que os seus dias aqui na terra sejam longevos assim como a vida dos nossos patriarcas e que vocês sejam felizes em tudo que realizarem.
_ Agora – continuou Marducai - eu peço ao noivo Michael que leia a sua declaração de intenções.
_ Irei sustentar a minha querida esposa – iniciou Michael falando em alto e bom som - com o fruto do meu trabalho honesto, de soldado da guarda real, e não haverá um dia sequer que a minha noiva Penina passará fome. Ela será co-proprietária de todos os meus bens e eu jamais a abandonarei durante todos os dias da minha vida. Os nossos filhos receberão o nome que a minha Consorte lhes der e serão educados na fé hebraica. Isso eu juro pela minha vida. Vocês são minhas testemunhas. Se eu violar alguma dessas intenções, que eu seja julgado rigorosamente pela lei hebraica e receba o castigo merecido.   
Marducai retomou a palavra, dizendo:
_ Agora eu declaro que vocês são noivos aos olhos de Deus e da comunidade e que se comprometem a tornar-se um segundo a lei mosaica, e que vocês serão fiéis um ao outro a partir de agora e durante todas as suas vidas até que Jeová os chame pelos seus nomes, para levá-los a habitar na sua congregação celestial.  
Em seguida, os noivos trocaram as alianças de prata, cujo significado é o compromisso de noivado, e deram-se um apaixonado beijo.
Os convidados bateram palmas e iniciaram a dançar, puxando os noivos para os acompanharem. Depois de dançarem durante mais ou menos três horas, a maioria descansava nos cantos dos aposentos. Foi quando Penina convidou todos a servirem-se de comida e vinho no outro aposento. Poucas pessoas continuaram dançando e os demais acederam ao convite de Penina.   
Era cerca de uma hora quando todos os convidados já se despediram, ficando apenas os noivos e seus pais. José tomou a palavra:
_ De agora em diante, Penina será a nossa filha; tudo que acontecer com ela será de nossa responsabilidade e ai daquele que se interpor na sua felicidade.
Caleb, na sequência, assim se manifestou:  
_ Daqui para frente, nós somos uma família; o nosso sangue agora é o mesmo. Nós vamos defender Michael com nossas vidas e a vida dele será abençoada porque ele cumpriu o Yom Kipur e nós estamos muito felizes por isso.  
Depois de ditas essas palavras, todos se abraçaram e José e Rute se despediram. Os pais de Penina recolheram-se.
Michael tomou as mãos de Penina e disse: _ Eu te amo!
Penina deu um sorriso e disse: _ Por que você demorou tanto para se declarar?
_ Por que eu tinha que ter certeza disso. Eu não queria dizer isso futilmente, como muitos fazem.
Penina aproximou-se do rosto de Michael e lhe deu um beijo demorado.
_ Por que seu pai disse que eu cumpri hoje o Yom Kipur.
_ Porque, hoje, todos os nossos pecados foram perdoados. É uma nova vida que se inicia para nós. Fale com Marducai, que ele lhe explicará melhor.

  Ficaram algum tempo ainda trocando pequenas carícias. Depois se despediram, porque Michael precisava apresentar-se às 3 horas na muralha. 

leitura em gotas: O gigante Arqueus (18º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 18º

O gigante Arqueus





Michael despertou completamente às 7 horas. Lavou-se e vestiu a sua roupa de militar. Comeu um pedaço de pão molhado no azeite de oliva e bebeu um copo de leite de cabra. Embainhou a adaga, pôs a aljava cheia de flechas sobre o ombro e pegou o seu arco. Finalmente, pegou a espada que ganhara do sogro Caleb, que era um habilidoso ferreiro. Tratava-se de uma espada de ferro feita à maneira assíria. Relativamente leve, tinha o cabo na medida certa para suas mãos. A sua lâmina ia-se afilando até chegar à ponta pontiaguda.    
Ao aproximar-se do portão principal, viu uma multidão que brandia pedaços de pau e espadas e gritavam o seu nome.
Eliéser e Simeon deram-lhe um abraço e o primeiro lhe disse: _ Você não vai sozinho! Nós iremos com você.
_ Esse não foi o trato. Eu devo ir sozinho.
_ Negativo, nós iremos como testemunhas do combate. Os assírios não vão nos negar isso.
Penina, Caleb e seus pais estavam ali e Michael os abraçou demoradamente. Em seguida acenou para a multidão e ergueu o seu arco em sinal de vitória, ao que a multidão reagiu com brados e gritos.
Os três saíram da cidade. Michael virou-se para Eliézer:
_ Eles sabem que os coloquei em perigo.
_ Tudo que eles sabem é que você matou 15 malditos oficiais assírios. Disse Eliézer com uma ponta de humor incontido.
 Os três aproximavam-se do acampamento, onde tremulavam as bandeiras assírias. Ninguém os deteve. Dirigiram-se para a retaguarda, onde se encontravam o Rei e seu séquito.
_ Quem são vocês? Perguntou o Rei.
_ Eu sou Michael, filho de José, e estou aqui para lutar pelo meu povo e esses dois são Eliézer e Simeon, que serão as testemunhas do combate.
_ Pois bem! Apresente-se Arqueus.
Arqueus deu três passos à frente. Simeon e Eliézer entreolharam-se com temor. Arqueus era mais alto, mais pesado e mais espadaúdo que Michael.
_ Vocês lutarão com escudo e espada. Caius ofereça ao desafiante um escudo. Ordenou o rei.
Michael escolheu um escudo pequeno. Sabia que a luta poderia prolongar-se e não queria carregar peso desnecessariamente.
 Eliézer não esperou autorização, achegou-se a Michael e lhe disse em voz baixa: _ Use mais o escudo que a espada e não deixe que ele se aproxime de você. Mais se desvie dele do que o enfrente.
Os dois combatentes se fitavam enfurecidos. Michael deu um grito e bateu a espada contra o seu escudo. Queria mostrar para Arqueus que não estava intimidado com a figura do grande lutador assírio.
Arqueus deu um brado e investiu com todas as suas forças contra Michael brandindo a espada no vazio. Michael conseguiu esquivar-se do ímpeto assírio.
Michael aproveitava-se da lentidão do gigante e desviava-se dos seus ataques. O assírio havia achado a distância certa do seu opositor e os dois trocaram vários golpes de espada, até que o gigante empurrou Michael com força e este deu alguns passos para trás até cair sem equilíbrio.
Michael levantou-se rapidamente e dançou diante do assírio, que desferiu alguns golpes no vazio. Até que o gigante pôs toda a força do seu corpo para um ataque a Michael, mas este desviou-se a tempo e deu um pulo à frente golpeando o gigante na perna.
O gigante mancava, pois a ferida fora funda.
As espadas se encontraram novamente e um golpe forte no escudo fez com que Michael soltasse o seu escudo. Segurou a espada com as duas mãos e assim conseguiu amortizar bem os golpes do gigante.
Michael sabia que somente poderia aproximar-se do assírio se ele cometesse um erro. Era o de que precisava para golpeá-lo.
Ele começou a irritar o gigante com sua dança em redor dele. O gigante perdera o controle de si e investiu contra o Michael com a espada em riste. Michael esquivou-se a tempo de salvar-se do golpe e brandiu a sua espada num semicírculo atingindo o pescoço do gigante. Um esguicho de sangue espirrou longe; o gigante pôs a mão no pescoço, contraiu o rosto de dor; deixou cair a sua espada e estatelou-se na terra, quase sem vida.
O silêncio abafou os gritos dos assírios que, antes, torciam pela vitória do gigante como se fossem animais enfurecidos.  
O rei levantou-se e falou em alta voz: _ Peguem suas coisas e vão, antes que eu me arrependa.

Os três não esperaram um segundo convite: pegaram as suas armas e correram em direção a Samaria. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

leitura em gotas: A reação de Sargão II (17º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 17º

A reação de Sargão II





_ Caius, o que você está me dizendo? um adolescente efraimita sozinho matou 15 dos nossos mais graduados homens? Disse surpreendido o rei assírio Sargão II.
_ Provavelmente ele estava acompanhado, mas, sem dúvida, ele é o responsável.
_ Eu quero que ele seja esfolado vivo!   
_ Nós podemos fazer isso quando eles se renderem. Agora, majestade, deve decidir a respeito do combate.
_ Eu quero Arqueus contra ele. Quero que esse desgraçado sofra bastante antes de dar o seu último suspiro.
_ Então, posso confirmar a aceitação do desafio amanhã.
_ Claro que sim! Chame Arqueus imediatamente.
Não se passaram dez minutos quando um soldado assírio com altura superior a 1,85 m e cerca de 90 quilos entrava na barraca real.
_ Arqueus, você sabe por que está aqui?
_ Sim, eu sei, majestade.
_ Arqueus, eu quero que você faça sofrer o efraimita. Mate-o lentamente e, depois, traga-me a cabeça dele para ser exibida aos malditos efraimitas.
_ Farei isso, majestade.
 _ Se você vencer a batalha, irei promovê-lo a chefe de pelotão. Na sequência, o rei fez um sinal dando por encerrada a interlocução.    
  Enquanto isso, em Samaria, Michael dormia profundamente. Daniel e Rute estavam sentados à mesa, cabisbaixos, quase sem assunto para dizer após uma conversa de hora e meia.
Rute, de repente, desatou a chorar.
_ Ele é meu filho único e tem somente 13 anos.
_ Rute, ele já é um homem e deve arcar com as consequências de seus atos. Eu não posso fazer nada.
_ Javé nos abandonou. Disse Rute amargurada.
_ Javé ajuda a quem se ajuda, Rute. Nosso filho agiu insensatamente. Deus não tem nada a ver com isso.
Assim ficaram os pais de Michael durante toda a madrugada, aguardando a morte anunciada de seu filho.
Penina foi até o templo efraimita e se desabafava com Marducai.
_ Marducai, o que fiz eu para que o meu único e verdadeiro namorado estivesse em vias de morrer!
_ Penina, o que Michael fez foi um ato valoroso. Se ele tivesse obtido êxito, isso poderia ter salvo a cidade. Resta-nos orar a Javé para que ele proteja o nosso herói!   


leitura em gotas: O revide assírio (16º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 16º

O revide assírio 
 



Simeon estava exausto. Não pudera dormir e tivera de ficar em pé na muralha após uma madrugada movimentada. Aproximou-se de Michael e disse:
_ Vamos, Michael, nosso turno já acabou!
_ Vá você, Simeon, eu vou ficar mais um tempo.
Despediram-se ao estilo jovem, mas sem muito entusiasmo.
Eram 16 horas, quando o mesmo assírio que propusera a rendição aproximava-se do portão principal empunhando uma bandeira branca.
Michael correu até onde estava Eliéser e pediu-lhe que fosse destacado para recepcionar o assírio. Pouco tempo depois, o portão abria-se para Michael que portava apenas a sua adaga. Ele caminhou a passos largos, quase correndo. O assírio, desta vez, não o cumprimentou; foi logo dizendo asperamente: _ Para cada assírio, irão morrer 20 efraimitas.
_ Não puna os inocentes! Fui em quem estive no seu acampamento de madrugada e matei 15 soldados seus.
_ Você tem a audácia de dizer o que eu ouvi: garanto que você será o primeiro a morrer pela minha espada!
  _ Isso pode ser arranjado. Eu desafio o seu melhor guerreiro para um combate de vida e morte. Vencendo ou perdendo, o episódio deverá ser esquecido e ninguém será punido pelo que eu fiz.
_ Tenho que admitir, além de louco, você é muito corajoso! Disse admirado o assírio. Se amanhã, às 8 horas, tremular a nossa bandeira, então é sinal que o seu desafio foi aceito e você poderá aproximar-se do nosso acampamento.
Não houve despedidas, ou mesuras, simplesmente os dois se afastaram.
Eliézer o esperava no portão principal e logo que Michael adentrou, foi logo disparando: Do que se trata, Michael?
_ Vamos conversar reservadamente. Ponderou Michael.
Michael contou a Eliézer tudo o que sucedera sem esconder nada.
_ Michael, eu vou permitir a sua luta por uma razão: você merece morrer! E digo mais: se você sobreviver, você será rebaixado a soldado.
_ Amanhã, posso ser dispensado das minhas funções? Necessito de repouso.
Eliézer fez um aceno de cabeça e afastou-se.
Eram 17 horas quando Michael deixou o seu posto e foi encontrar-se com Penina. Logo que o viu, correu ao seu encontro e abraçou-o efusivamente.
_ O que houve Michael? Perguntou Penina ao perceber que Michael estava com o corpo tenso.
Michael contou a Penina o que ocorrera sem nada omitir. 
_ Michael, você é egoísta, não pensou em mim. Você quis ser o herói de Samaria e colocou em risco a sua vida desnecessariamente.
_ Era algo que precisava ser tentado. Se o rei fosse morto, a nossa conversa seria diferente. Retrucou Michael.
_ Sim, mas ele não tombou e, agora, você vai lutar contra um soldado experiente, e quem lhe deu essa ideia de desafiar o melhor soldado assírio?  
 _ Penina, eu estou preparado. Todo dia tenho treinado luta e me sobressaí de tal modo que hoje sou auxiliar do encarregado.
_ O que você quer que eu lhe diga? Perguntou Penina que havia terminado com sua raiva.  
_ Apenas me abrace.
_ Penina deu-lhe um abraço afetuoso e lhe disse:
_ Quero que você me prometa – sussurrou Penina ao ouvido de Michael - que vai voltar vivo e, quando você voltar, eu quero o noivado.
_ Combinado! Disse Michael muito emocionado. 

domingo, 25 de setembro de 2016

leitura em gotas: A escapada (capítulo 15º)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 15º

A escapada 
 
Transcorreram 30 dias da conversa entre Michael e Simeon sobre o senet. Às 2 horas da madrugada, eles se encontraram na muralha sudoeste. Cada um levava uma bolsa, de onde tiraram uniformes similares aos dos assírios. Não se podiam ver as estrelas, nem o luar, porque o céu estava completamente nublado. Dois guardas estavam com eles. Rapidamente jogaram duas cordas. Michael disse em voz baixa: _ Permaneçam aqui e fiquem atentos para estender as cordas para nós. Se não voltarmos até o nascer do sol, procurem o subcomandante Eliézer e lhe contem que nós morremos, ou fomos capturados.
Em 30 segundos, eles pisaram no chão externo de Samaria e as cordas foram rapidamente içadas. Eles puseram na cabeça algo parecido com o capacete assírio e foram rastejando e andando agachados em direção ao acampamento assírio.
 Havia uma grande falha no sítio assírio, justamente na faixa onde os dois efraimitas se moviam.
Eles sabiam que se fossem abordados, teriam de alvejar o assírio antes que ele desse o alarme. Como eles não sabiam falar o idioma assírio, poderiam ganhar algum tempo com duas palavras assírias de cumprimento, que lhes foram ensinadas por um velho que chegou a comercializar com os assírios.
Tudo estava silencioso. Os assírios estavam tão confiantes no seu poderio militar, que sequer montaram guarda no acampamento.
Os dois jovens moveram-se na faixa vazia até colocar-se atrás do círculo dos assírios. Foram movendo-se, por fora, até chegarem na altura do portão principal. Lá estavam as bandeiras dos assírios e, possivelmente, o rei Sargão II e seus homens de confiança estariam lá.
Chegaram sorrateiramente no meio do acampamento, que não estava sendo vigiado. Localizaram cerca de 10 barracas maiores, que se sobressaíam das demais. Entraram na primeira barraca e foram matando, um a um, os cinco assírios que lá se encontravam com um golpe certeiro no pescoço com uma adaga.  
Procederam da mesma forma em relação à segunda e terceira barracas. De repente, uma luz se acendeu numa das dez barracas, que ficava mais à frente. Os dois se entreolharam e fizeram o sinal de retirada, que haviam convencionado.  
Fizeram o mesmo caminho de volta, sempre agachados ou rastejando.
Ao chegarem à muralha, subiram pelas duas cordas que os guardas lhes atiraram.
Quase sem fôlego, Simeon perguntou: _ Será que conseguimos?
_ Infelizmente, não, mas conseguimos matar 15 oficiais assírios importantes. Provavelmente, o rei está numa barraca diferenciada, onde encontraríamos o sacerdote e uma mulher pelo menos. Todos os que matamos, eram militares.
_ Então – lamentou Simeon - saímos muito cedo.
 _ Não, Simeon, saímos na hora certa. Devemos agradecer a Javé por estarmos vivos.  
 _ Amigos, prestem atenção – disse Simeon – essa operação fica somente entre nós.

Todos concordaram e foram cada qual para a sua casa.   

leitura em gotas. Senet (14º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 14º

Senet 




_ E aí, Michael? Perguntou Simeon estendendo-lhe o braço direito para receber o cumprimento utilizado entre os jovens, cada qual apertando a mão no antebraço direito do companheiro.  
_ Tudo bem, Simeon. O que temos hoje?
_ Por aqui tudo tranquilo! Os assírios não estão em movimento e parece que hoje também não vai chover.
_ Seria bom que chovesse para encher nossas cisternas.
_ Michael, há cerca de um mês, todo dia, eu estou observando o movimento assírio na muralha a sudoeste.
_ Porém, naquele ponto não existe portão.
_ Exatamente por isso, Michael. Ali, quase não há soldados assírios.
_ O que você está dizendo, Simeon? Nesse momento, Michael era todo ouvidos.
_ Vamos pensar no jogo do senet.[i] Qual o objetivo do jogo, Michael?
_ O objetivo é percorrer o tabuleiro e tirar todas as peças do tabuleiro antes do oponente.
_ E como se tiram as peças?
_ Para isso, todas as peças deverão estar na segunda fila. Respondeu Michael confuso.
_ Exatamente, Michael. Os assírios estão com todas as suas peças na segunda fileira e nós não saímos da primeira fila. Logo, os assírios irão começar a tirar suas peças do tabuleiro.
_ Estou entendendo, Simeon, mas aonde você quer chegar?
_ Muito simples, Michael. Nós precisamos alvejar o rei do tabuleiro!
_ Você está falando de Sargão II? Nesse ponto, Michael deu uma gargalhada 
_ Exatamente, Michael. Isso iria igualar a nossa posição à dos assírios. Eles ficarão confusos e poderão até desistir do cerco.
_ Está bem, quando terminar o nosso turno, vamos dar uma olhada na muralha sudoeste e você me explica o restante do plano.
    




[i] Trata-se de um jogo de tabuleiro conhecido desde 4.000 a.C no Egito Antigo.  

leitura em gotas. A assembleia (capítulo 13º)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 13º

A assembleia



Às 8:50 horas, a praça do palácio real estava lotada. Junto aos pilares encontravam-se os anciãos, Michael e mais 10 guardas reais, dentre os quais, José, o pai de Michael.  
Quando o ancião Saul pegou o cone que servia de amplificador de voz, o burburinho cessou. Fez-se um grande silêncio.
_ Cidadãos de Samaria – gritou ele a plenos pulmões – hoje nos encontramos diante de um dilema que exige a nossa manifestação. Ontem, recebemos uma proposta para nossa rendição aos assírios. Michael, o arqueiro, vai dar os pormenores a vocês. Depois, nós iremos à votação entre permanecer intramuros ou nos entregarmos ao cativeiro assírio. Trata-se de uma decisão que todos nós devemos tomar. Que ela seja tomada com discernimento!
_ Samaritanos – bradou Michael com o cone sobre sua boca – como o ancião Saul nos disse, estamos diante de um dilema. Os assírios propõe a nós rendição total para sermos levados cativos para as terras assírias. Ficariam na cidade apenas os que não puderem se mover, acompanhados de cinco mulheres.
_ Como saberemos que não seremos trucidados ou esfolados pelos assírios depois de abrirmos os portões?
_ Isso nós não podemos saber, porque os assírios não nos deram nenhuma garantia disso. Temos quatro fatos a ponderar: o primeiro é que há cerca de 31 anos atrás, os assírios invadiram o Reino do Norte e levaram cativos cerca de 22.000 efraimitas que habitavam em outras cidades. O segundo fato a ponderar é que o exército assírio é a maior máquina de guerra do mundo e que eles costumam empalar e esfolar seus inimigos. O terceiro fato é, justamente, que os assírios não nos deram garantia de vida em caso de rendição. O quarto fato é que Javé livrou Samaria de um cerco dos amoritas anteriormente.
_ Quanto tempo nós poderemos resistir aos assírios? Perguntou uma voz no meio da multidão.
_ Cerca de um a um ano e meio dependendo da nossa produção e consumo. Respondeu Michael sucintamente.
_ E se nós recusarmos a rendição, seremos tratados sem clemência numa segunda rendição?  
_ Os assírios não nos ameaçaram com retaliação – respondeu Michael - eles simplesmente disseram que morreríamos de fome caso não nos rendêssemos.
_ Qual é a posição dos anciãos? Perguntou um homem grande na multidão.
_ A posição deles é neutra; os anciãos irão acatar o resultado da assembleia.
_ Nós não podemos atacar os assírios de surpresa?
_ É uma possibilidade que será discutida entre os comandantes militares e o concílio de anciãos. Mas, essa não é uma opção neste momento. Respondeu Michael, que não quis dar mais detalhes sobre a resignação dos seus comandantes à situação do cerco.
_ No caso da nossa decisão ficar dividida, os que votarem pela rendição poderão entregar-se aos assírios?
_ Não, disse peremptoriamente Michael, todos deverão acatar o que for decidido pela maioria.  
_ O que nos dizem os nossos sacerdotes de Javé sobre isso?
_ Assim como nós abandonamos Javé – respondeu Marducai – podemos esperar que Ele também nos tenha abandonado. Aqueles que cultuam a Javé em Samaria são uma minoria e os sacerdotes não receberam nenhuma mensagem de Javé. Já se foram os tempos de Elias e Eliseu.
Houve cerca de dois minutos de silêncio e Michael tomou a palavra: _ Alguém tem mais algum comentário ou pergunta a fazer? O silêncio respondeu enfaticamente. _ Pois bem, vamos à votação. Aqueles que votam pela nossa rendição aos assírios, levantem uma de suas mãos e as mantenham levantadas enquanto será feita a contagem.
_ 2.108 votos. Gritou um dos guardas reais, a quem foi atribuída a tarefa de contagem.
_ Agora, os que votam pela rejeição da rendição, levantem uma de suas mãos. Gritou Michael usando o cone.
_ 3.610 votos. Gritou o guarda da contagem.
_ Então – concluiu Michael - por maioria de votos está referendada pelo concílio de anciãos a decisão da assembleia de rejeitar a nossa rendição aos assírios.  
Um grande burburinho formou-se, mas nenhuma comemoração aconteceu.
 Michael cumprimentou aos anciãos e agradeceu-lhes pela confiança depositada e estes parabenizaram-no pela forma neutra com que presidiu a assembleia.
Esperou um pouco a multidão se desfazer e foi a sua casa para pegar seu arco e sua aljava. Chegou até a muralha cerca de 30 minutos depois e reuniu-se com os comandantes.
_ Michael - disse o comandante Daniel, nós queremos que você comunique aos assírios a decisão, mas o faça sem arrogância, se possível, até com humildade.
Os portões foram abertos e Michael desceu o monte empunhando a bandeira branca e com uma espada na cintura. No meio da descida, encontrou-se com o mesmo oficial com quem falara antes, mas, desta vez, ele não desapeou do cavalo.  
_ Os efraimitas decidiram em assembleia que não irão se render.
_ Na verdade, eu não esperava outra coisa. Disse o oficial assírio, manobrando as rédeas para virar o cavalo 180º e fazendo, enquanto isso, uma mesura a Michael.   
Michael voltou à muralha e encontrou-se com seu amigo, Simeon. _ Não sabia que você também era um bom orador!
_ Na verdade, em tempo de necessidade, até gafanhoto temos de capturar. Disse Michael com tom jovial.
_ Qual é a sua avaliação? Perguntou Simeon.
_ Eu acho que, no momento, foi a melhor decisão. Ainda é muito cedo para nos rendermos. Muita coisa pode acontecer no período de um ano.
_ Michael, você se esqueceu? Hoje é sábado. Vá para casa.
_ É mesmo! Nem percebi. Até amanhã Simeon.
_ Até amanhã, Michael.


sábado, 24 de setembro de 2016

leitura em gotas. Michael vai ao palácio real (12º capítulo)

Leitura em gotas:

O efraimita: a tribo perdida de Israel

Capítulo 12º
Michael vai ao palácio real



O palácio real era magnífico. Fora construído pelo rei Acabe para homenagear a sua esposa Jezabel. A entrada era guarnecida por dezenas de grandes pilares e a porta principal era feita de cipreste maciço. As paredes do interior eram todas decoradas com pinturas e revestidas em ouro.  
Ao adentar no átrio, não precisou se apresentar. O chefe do cerimonial veio ao seu encontro.
- Michael, o que o traz aqui?
_  Meu pai está? Tenho um assunto urgente a tratar com o concílio.
_ Não, seu pai está na muralha leste. Michael, deixe as suas armas na entrada. Eu vou verificar a disponibilidade do concílio.
_ Michael, pode entrar. Disse o chefe do cerimonial, após algum tempo de espera. 
Os anciãos estavam todos assentados. Havia três anciãos que eram da religião hebraica, três que professavam a Baal e dois deles eram neutros.
Michael, sente-se! O que há de tão importante para ser dito na véspera do sábado, quase ao pôr do sol? Disse o ancião mais antigo, Alex, ao tempo em que se adiantava para cumprimentar Michael com um abraço.  
_ Infelizmente, não trago boas notícias. Michael, então, explanou a proposta dos assírios.    
_ Nada mais querem eles que uma rendição total! É disso que eles tratam?
_ Infelizmente, nós não estamos em posição para ditar os termos da rendição. Disse Alex resignadamente. 
_ Mas, e que garantia os assírios nos dão de que a sua palavra vai ser cumprida, e que nós não seremos esfolados por esses bárbaros cruéis.
_ Michael, quanto tempo nós podemos aguentar com nossos mantimentos e nossa produção agrícola?
_ De acordo com o último levantamento, entre 12 e 18 meses aproximadamente, dependendo do consumo e da produção.
_ De quanto tempo nós dispomos para dar a resposta, Michael?
_ Até depois de amanhã, às duas horas da tarde.
_ Anciãos - tomou a palavra Michael após um minuto de silêncio - gostaria de sugerir que essa decisão seja levada à assembleia, para que a decisão possa ser amadurecida e aceita por todos. Trata-se de uma decisão que toca diretamente a cada pessoa.
_ Você está sugerindo que a assembleia seja realizada no sábado, Michael? Perguntou bondosamente o ancião mais antigo.
_ Sim, isso nos dará tempo para definirmos a nossa estratégia e para a convocação de uma segunda assembleia se for necessário. Se há algum momento em que se justifica a quebra do dia de sábado, com certeza será amanhã.    
_ Para mim – disse o ancião mais antigo – o parecer de Michael é prudente, porque se fôssemos dar o veredito entre nós seria muito provável uma reação violenta dos opositores. Assim, voto pela realização da assembleia amanhã mesmo, às 9 horas da manhã, e destaco o Michael para presidir a assembleia.
_ Um a um, os anciãos foram fazendo o sinal positivo para o voto do ancião mais antigo, que restou aprovado por unanimidade.   
Michael saiu do palácio real pensativo. Não encontrou seu pai, com quem quisera se consultar. Agora, os anciãos também transferiam a responsabilidade para ele. A rendição poderia ser uma boa escolha, desde que ela fosse observada pelos assírios. Por outro lado, talvez os assírios desistissem do cerco mais adiante. 
Dirigiu-se até a muralha e transmitiu a Eliézer o que tinha sido decidido.
_ Michael, você não fez nada do que eu lhe disse! Falou exasperado Eliézer.
_ Eliéser, essa foi a decisão do concílio. Retrucou Michael. 
_ Eu quero que amanhã - disse Eliézer aproximando-se de Michael e falando pausadamente - você recomende a rejeição da proposta.
_ Não posso fazer isso, Eliézer, eu serei neutro. Eu vou dar todas as informações e deixarei que a assembleia vote soberanamente.  
_ Michael, eu somente vou mantê-lo no seu posto, porque você é um filho da mãe! E Eliézer saiu dali praguejando.    
Michael dirigiu-se a sua casa e logo adormeceu.